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Declaração
Declaramos para os devidos fins, que a greve, instaurada desde o dia 24/05, está impedindo o andamento e a conclusão do nosso trabalho.
Chamamos a atenção para o comentário de Gustavo Torresan neste blog, muito pertinente, de que a intervenção está se transformando numa apropriação. E para aqueles que estão impacientes de ver "aquilo" (ou de não ver), gostaríamos de avisar que a "surpresa" está se aproximando.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 15h31
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Escrito por Coletivo Não Pertence às 15h26
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Fotos: Beatris Rinaldi.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 18h45
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Foto: Beatriz Rinaldi
Escrito por Coletivo Não Pertence às 18h42
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Fotos: Hebert Gouvêa - Agradecemos a colaboração!
Escrito por Coletivo Não Pertence às 18h40
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"O sucesso do nosso trabalho"
Carísssmos,
É com grande satisfação que indicamos este blog: http://naopertenceavctb.zip.net/
Com uma receita que parece muito boa, confiram!
Em breve novas imagens do seqüestro!
Mais um texto (um trecho na verdade) para reflexão:
O que o senso comum entende por arte é a maior dificuldade que se enfrenta para a compreensão da arte contemporânea. Uma obra de arte, para a maioria das pessoas, é uma pintura, um desenho ou uma escultura, autêntica e única, realizada por um artista singular e genial. Essas são as premissas que vêm sendo, desde o Renascimento, sedimentadas no imaginário social. Transformar esse tipo de competência artística e substituí-la por outra é sem dúvida um processo longo e difícil.
Do livro Arte Conceitual, de Cristina Freire, página 07.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 02h31
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Escrito por Coletivo Não Pertence às 09h31
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Agradecemos à aluna Ilma Guideroli por nos enviar estas fotos.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 09h29
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Armadilhas...
Vamos recapitular:
“Para aparecer num local público, essa arte deveria ser ACEITA pela maioria e ter um significado claro, NUNCA SE LIMITANDO A SER AGRADÁVEL ÀS PESSOAS.”
Todos reagem de alguma forma a este trabalho, através de interpretações e interações. Se reagem a ele, é porque ele provocou esta reação, é porque ACEITARAM-NO como provocação. Aceitação é sinônimo de assimilação do trabalho, e de seu sucesso dentro do que se propõe. Nada tem a ver com o fato de ter agradado ou não, como o próprio texto sugere.
Alguém então poderia sugerir outra “contradição” dentre aquilo que a gente se baseia e aquilo que a gente faz:
“Longos períodos de consulta, de reuniões e de discussões abertas eram necessários para estabelecer os desejos da população local antes que a obra fosse realizada.”
Mas garantimos que estas consultas e discussões abertas foram feitas, existem registros e testemunhas. Por sinal, este trabalho só se realizou a partir de conclusões sobre o conceito de caráter público que existe dentro do Instituto de Artes. Ele teve o aval burocrático para concretizá-lo, mas ter o aval do próprio público antes de realizá-lo seria fazê-lo perder todo o sentido.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 08h35
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HISTÓRIA DAS INTERVENÇÕES EM LOCAIS PÚBLICOS – Parte 1
“O total questionamento da arte e suas instituições que havia se desenvolvido nos anos precedentes (aos anos 70) seria de pouco valor se a compreensão por ele revelada – da importância de coisas como o meio ambiente, o poder, a PROPRIEDADE e a identidade cultural e sexual na determinação do significado de uma obra de arte – não pudesse ser “usada”. O sistema comercial de galerias era, evidentemente, apenas uma parte de uma economia de mercado capitalista mais ampla. Inevitavelmente, havia o conflito de quando a arte que expressava sua rejeição desse sistema era forçada a depender dele para ser exibida, apreciada e consumida. A ARTE PÚBLICA desenvolveu-se, em parte, como resultado de um desejo de contornar este dilema. Usando LOCAIS ALTERNATIVOS como lojas, hospitais, bibliotecas e a própria rua como espaço para exposição e os MEIOS DE COMUNICAÇÃO – televisão, rádio e publicidade – como caminho mais direto para um público mais amplo e igualitário, a arte pública deu as costas para as galerias.”
“O método de trabalho também tinha que ser reavaliado. Não era mais aceitável que os artistas contratados para realizar obras destinadas a locais públicos simplesmente impusessem suas soluções a um PÚBLICO PASSIVO. Longos períodos de consulta, de reuniões e de discussões abertas eram necessários para estabelecer os desejos da população local antes que a obra fosse realizada.”
“A arte russa revolucionária e os murais dos mexicanos Diego Rivera (1886-1957) e David Alfaro Siqueiros (1896-1974) foram vistas como influência precursora pelos artistas públicos dos anos 70.” “Rejeitar o sistema de galerias devido ao seu inerente elitismo só seria aceitável se as alternativas buscadas constituíssem arte popular, e não populista. Para aparecer num local público, essa arte deveria ser ACEITA pela maioria e ter um significado claro, NUNCA SE LIMITANDO A SER AGRADÁVEL ÀS PESSOAS.”
Citações retiradas de Michael Archer em Arte Contemporânea – Uma história concisa, ed. Martins Fontes, com exaltações em letras maiúsculas feitas pelo Coletivo Ï. E atenção: não faça parte de um PÚBLICO PASSIVO. Diga-nos o que você acha, ou mesmo pergunte-nos, questione-nos, reaja de modo sensato
Escrito por Coletivo Não Pertence às 18h11
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Sobre Intervenções
As intervenções são uma forma de invenção. Só podem ser feitas uma vez, a não ser que todos resolvam esquecer-se delas. A melhor maneira de esquecer uma coisa é presumi-la; nossas presunções fogem de vista. Como invenção, no entanto, a primazia da intervenção é sua característica mais evidente – muito mais que seu conteúdo formal, se existir. Acho que o conteúdo formal de uma intervenção reside em sua adequação, moderação e encanto. Ela liquida o cânone da história de um só golpe. Ainda assim precisa desse cânone para mudar abruptamente a perspectiva num corpo de suposições e idéias. Ela é até certo ponto didática, como diz Barbara Rose, embora essa palavra denote a intenção de ensinar. Se ensina, é por meio da ironia e do epigrama, da sagacidade e do choque. A intervenção nos abre os olhos. Para ter efeito, depende do contexto de idéias que ela tenta modificar e no qual se insere. Se não tem sucesso, permanece como uma curiosidade estática, se for ao menos lembrada. Se tem sucesso, entra para a história e tende a eliminar a si própria. Ela ressuscita quando o contexto imita aquele que a estimulou, tornando-a “relevante” de novo. Assim, a intervenção tem uma ocorrência histórica esporádica, desaparecendo e revivendo.
Trecho retirado do livro No Interior do Cubo Branco: A Ideologia do Espaço da Arte, de Brian O'Doherty.
Dê sua opinião sobre a relação desta citação com o sequestro da Bat-Caverna.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 18h05
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Escrito por Coletivo Não Pertence às 22h51
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Terezaaaa!
Caríssimos,
Gostaríamos de deixar registrados alguns comentários que ouvimos desde que sequestramos a bat:
"Kinder-Ovo do mal: pq vai sair alguma surpresa desagradável lá de dentro"
Neusa da limpeza: "fui eu que fiz isso!"
Já estamos sabendo que teve gente que pediu o cadeado pra arrombar. Tem gente achando que a autorização é falsa. E com certeza tem gente que está odiando tudo isso.
E enquanto tem gente que só quer recuperar o seu canto de descanso pré e pós aula, nós do coletivo queremos muito mais que isso. Estamos jogando com vocês; esperamos que vocês joguem conosco de uma forma sensata.
Hoje deixamos uma surpresa lá dentro pra vocês: é só puxar a cordinha! Enjoy!
Há, e por favor, se houver alguma coisa interessante acontecendo por lá, registrem pra gente, sim?
Amanhã postaremos um texto sobre nossas referências. Bye!
Escrito por Coletivo Não Pertence às 22h47
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**Atenção!**
Pedimos a todos que acessarem o blog do Coletivo para comentarem sobre o sequestro da Bat-Caverna e deixarem nome e email para ter acesso a informações e vantagens exclusivas!
Escrito por Coletivo Não Pertence às 18h47
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Seqüestramos a Bat-Caverna ! - Parte 1
Caríssimo(a),
Primeiramente, gostaríamos de comunicar que, a partir de agora, o espaço do Instituto de Artes, conhecido como Bat-Caverna é NOSSO. E se você acessou este Blog é porque, de alguma forma, se preocupa com o acontecido.
Antes de tudo, SOMOS UM COLETIVO que tem sua própria identidade estabelecida através de muitas discussões. Buscamos em nossos trabalhos sensibilizar e ao mesmo tempo provocar.
E não falaremos sobre o trabalho: ele está lá, acontecendo, aberto a inúmeras interpretações, inúmeras opiniões. Queremos que VOCÊ nos diga. Apenas o que podemos adiantar é que trata-se de um TRABALHO ARTÍSTICO.
Escrito por Coletivo Não Pertence às 21h11
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